sexta-feira, 1 de maio de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Bicicleta para todos
Lula vai lançar programa Bicicleta para Todos
Programa vai valer para a área urbana e rural, principalmente
O governo Lula vai vender bicicletas a custos subsidiados em todo o Brasil, a partir de março.
Vários ministérios estão envolvidos na operação e o Ministério dos Esportes já foi o primeiro a fechar a parceria no projeto, desenvolvido pela empresa pernambucana Interset. Os ministérios da Saúde, Cidades e Transportes também farão parte do projeto.
O sócio da empresa, Filogonio Araújo de Oliveira, revelou ao Blog de Jamildo, com exclusividade, que a meta do projeto é vender um milhão de biciletas no primeiro ano. Cinco milhões em cinco anos. “Considerando que há 5,6 mil municípios, não será uma tarefa difícil vender 200 bicicletas em cada município”, ponderá.
São, ao todo, 10 ações. Uma das iniciativas visa ajudar no transporte escolar, com distâncias entre 3 e 15 quilômetros, na zona rural, onde o deslocamento é complicado.
A estrela da festa das bikes deve ser o programa Bicicleta do Trabalhador, que ajudará o popular a ir para o trabalho.
No caso do ministério dos Esportes, a idéia é estimular uma competição nacional de bikes, depois que cada escola faça suas competições, com ciclistas locais.
Até o Ministério do Desenvolvimento Agrário fará parte do projeto, providenciando bicicletas para os assentamentos.
A forma de operação também será inovadora, usando a estrutura dos Correios.
O interessado irá a uma agência, fará um cadastro e pagará R$ 10,00, referente à primeira prestação. A bicicleta será paga em 30 prestações, em um boleto. Sem juros.
Em 15 dias, a magrela chega na casa do comprador.
Vai valer para a área urbana e rural, principalmente.
A empresa Caloi é uma das envolvidas no projeto, devido ao volume elevado de encomendas.O que se espera é que os prefeitos tomem vergonha e façam ciclovias para o povo andar.
Programa vai valer para a área urbana e rural, principalmente
O governo Lula vai vender bicicletas a custos subsidiados em todo o Brasil, a partir de março.
Vários ministérios estão envolvidos na operação e o Ministério dos Esportes já foi o primeiro a fechar a parceria no projeto, desenvolvido pela empresa pernambucana Interset. Os ministérios da Saúde, Cidades e Transportes também farão parte do projeto.
O sócio da empresa, Filogonio Araújo de Oliveira, revelou ao Blog de Jamildo, com exclusividade, que a meta do projeto é vender um milhão de biciletas no primeiro ano. Cinco milhões em cinco anos. “Considerando que há 5,6 mil municípios, não será uma tarefa difícil vender 200 bicicletas em cada município”, ponderá.
São, ao todo, 10 ações. Uma das iniciativas visa ajudar no transporte escolar, com distâncias entre 3 e 15 quilômetros, na zona rural, onde o deslocamento é complicado.
A estrela da festa das bikes deve ser o programa Bicicleta do Trabalhador, que ajudará o popular a ir para o trabalho.
No caso do ministério dos Esportes, a idéia é estimular uma competição nacional de bikes, depois que cada escola faça suas competições, com ciclistas locais.
Até o Ministério do Desenvolvimento Agrário fará parte do projeto, providenciando bicicletas para os assentamentos.
A forma de operação também será inovadora, usando a estrutura dos Correios.
O interessado irá a uma agência, fará um cadastro e pagará R$ 10,00, referente à primeira prestação. A bicicleta será paga em 30 prestações, em um boleto. Sem juros.
Em 15 dias, a magrela chega na casa do comprador.
Vai valer para a área urbana e rural, principalmente.
A empresa Caloi é uma das envolvidas no projeto, devido ao volume elevado de encomendas.O que se espera é que os prefeitos tomem vergonha e façam ciclovias para o povo andar.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Loja Virtual!!! Imperdível!!!
Aproveitem e visitem a minha loja:
http://redebike.ultraloja.com.br/bike
Além de peças e bikes uma infinidade de produtos ao seu dispor.
Abraços a todos.
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Abraços a todos.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
É possível (e necessário) que as várias tribos de bikers formem apenas uma comunidade e não pequenos grupos com aversão entre si
Texto muito bom, que encontrei no site Go Outside...
" O excluído"
"HÁ MAIS FACÇÕES NOS ESPORTES DE AVENTURA DO QUE NA RELIGIÃO. E ISSO ME FAZ SENTIR COMO UM ATEU"
(MARC PERUZZI)
EU ESTAVA ENFIANDO MINHA MOUNTAIN BIKE com suspensão full no carro depois de um pedal quando ouvi dois caras em bikes de alumínio hardtail (sem suspensão traseira) chegando ao estacionamento. Eles não se conheciam, só tinham acabado seus rolês ao mesmo tempo. Os dois vestiam short de lycra preto e camisetas coloridas de ciclismo, as mesmas que os ciclistas de estrada usam. Conforme eu estava me virando para dizer oi, os dois se cumprimentaram à maneira de sua tribo: "Cara, é bom ver outra hardtail na trilha!", disse um. "É, maneiro!", respondeu o outro.
Enquanto eles conversavam animadamente, um deles me mediu de cima a baixo: short largo, bike de trilha pesada mas confortável, camiseta solta de tecido respirável. Eu podia ver o desdém em seus olhos atrás das lentes rosa de seus óculos esportivos. Eu era um ninguém para ele. Assim como eu era um ninguém para o freerider (suspensões de curso longo, calças de nylon, protetores de cotovelo e joelho) pedalando sua bike detonada em direção ao começo da trilha. O mesmo para os dois caras que usavam bikes sem marchas (tatuagens, capacetes de skate, piercing na sobrancelha), em pé em seus pedais e se dirigindo para outra trilha.
Lá estava eu, um mountain biker rodeado por mountain bikers - sem ninguém para conversar. Eu era invisível, excomungado, querendo desesperadamente uma breja gelada. Não foi sempre assim (com exceção da parte da cerveja). Quando comecei a fazer mountain bike, em 1987, sentia que conhecia todos os ciclistas da minha cidade. O esporte era uma comunidade. Agora é um sistema de castas determinado por largura do pneu e vestuário. E a estratificação não é uma realidade somente para os mountain bikers. Conforme os praticantes buscam nichos cada vez mais obscuros de seus respectivos esportes, o tecido social que já nos uniu sob o amplo título de "atleta ao ar livre" está se desfazendo.
No esqui é a mesma coisa. Os esquiadores da nova escola (calças caídas, esquis modelo twin-tip, gorros de crochê) sentam no terrain park, área em que são montados diferentes obstáculos e rampas para manobras, e esperam o halfpipe ficar firme. Os freeskiers (protetores de mandíbula, esquis largos, caras de mau) estão fora das pistas, descendo neve virgem. Os snowboarders, então, nem se falam entre si. O esporte é tão segmentado entre os jovens que eles te expulsam da tribo assim que você faz 30 anos. Sinto muito, papai, você não faz bem para a imagem do esporte. Tente o golfe.
Os caiaquistas vêm se cutucando desde que os barcos de freestyle (feitos para se fazer manobras nas quedas e refluxos, sem necessariamente descer o rio) foram inventados. Eu estava descendo um rio uma vez com um amigo quando paramos num refluxo para "surfar". Ah, como os caras em caiaques de freestyle ficaram bravos! Eu podia ler seus pensamentos: "O que esses panacas estão fazendo nas nossas ondas? Vão embora, fazer uma expedição ou algo do tipo!" Fomos embora quando um palerma com uma prancha de bobyboard se jogou no rio. Talvez ele tenha tomado porrada.
Escaladores de rocha são ainda mais isolacionistas. Os fãs de boulder não falam com escaladores esportivos, que não falam com escaladores tradicionais. E os que fazem escalada livre e solo não falam com ninguém. "O quê? Você usa cordas? Ah, faça-me o favor."
o desse niilismo tem a ver com equipamentos. De um lado, você tem os futuristas obcecados por tecnologia que vêem cada inovação como oportunidade de enlouquecer: "Se eu tivesse mais alguns centímetros de curso neste garfo, conseguiria saltar sobre aquele bezerro". E há também os antitecnologia que se revoltam não só com o futuro, mas com o presente tecnológico: "Ciclistas em mountain bikes sem suspensão e sem marchas são elegantes em sua simplicidade". Os caras que estão encabeçando as inovações nos esportes ao ar livre estão fazendo um bom trabalho, mas suas atitudes auto-reverentes estão desestimulando os novos adeptos.
Tá mais que na hora de alguém dar uma bronca em quem limita seu esporte a detalhes e adereços. Então aqui vai: pare de polir seu piercing e se livre dessa pose. Não é que eu não goste da diversidade. Como um ciclista, sou fã de todas as interações do esporte: BMX, freeride, estrada - até mesmo aquelas bikes inclinadas tipo "easy rider" são bacanas.
Por que se isolar? Definições estreitas só nos prejudicam. Larga ou justa, rígida ou full, tatuagens ou barba - são só escolhas de moda. E as montanhas, trilhas, rios e oceanos onde brincamos não dão a mínima para a moda. Entre em contato com pessoas que não se parecem com você, mesmo que a roupa deles faça você se sentir ofendido num nível quase espiritual. Não estou em busca de abraços; um simples aceno de cabeça seria uma progresso. Eu começo: "Tudo bem, cara?"
Fonte: http://gooutside.terra.com.br/Edicoes/23/artigo45938-1.asp
" O excluído"
"HÁ MAIS FACÇÕES NOS ESPORTES DE AVENTURA DO QUE NA RELIGIÃO. E ISSO ME FAZ SENTIR COMO UM ATEU"
(MARC PERUZZI)
EU ESTAVA ENFIANDO MINHA MOUNTAIN BIKE com suspensão full no carro depois de um pedal quando ouvi dois caras em bikes de alumínio hardtail (sem suspensão traseira) chegando ao estacionamento. Eles não se conheciam, só tinham acabado seus rolês ao mesmo tempo. Os dois vestiam short de lycra preto e camisetas coloridas de ciclismo, as mesmas que os ciclistas de estrada usam. Conforme eu estava me virando para dizer oi, os dois se cumprimentaram à maneira de sua tribo: "Cara, é bom ver outra hardtail na trilha!", disse um. "É, maneiro!", respondeu o outro.
Enquanto eles conversavam animadamente, um deles me mediu de cima a baixo: short largo, bike de trilha pesada mas confortável, camiseta solta de tecido respirável. Eu podia ver o desdém em seus olhos atrás das lentes rosa de seus óculos esportivos. Eu era um ninguém para ele. Assim como eu era um ninguém para o freerider (suspensões de curso longo, calças de nylon, protetores de cotovelo e joelho) pedalando sua bike detonada em direção ao começo da trilha. O mesmo para os dois caras que usavam bikes sem marchas (tatuagens, capacetes de skate, piercing na sobrancelha), em pé em seus pedais e se dirigindo para outra trilha.
Lá estava eu, um mountain biker rodeado por mountain bikers - sem ninguém para conversar. Eu era invisível, excomungado, querendo desesperadamente uma breja gelada. Não foi sempre assim (com exceção da parte da cerveja). Quando comecei a fazer mountain bike, em 1987, sentia que conhecia todos os ciclistas da minha cidade. O esporte era uma comunidade. Agora é um sistema de castas determinado por largura do pneu e vestuário. E a estratificação não é uma realidade somente para os mountain bikers. Conforme os praticantes buscam nichos cada vez mais obscuros de seus respectivos esportes, o tecido social que já nos uniu sob o amplo título de "atleta ao ar livre" está se desfazendo.
No esqui é a mesma coisa. Os esquiadores da nova escola (calças caídas, esquis modelo twin-tip, gorros de crochê) sentam no terrain park, área em que são montados diferentes obstáculos e rampas para manobras, e esperam o halfpipe ficar firme. Os freeskiers (protetores de mandíbula, esquis largos, caras de mau) estão fora das pistas, descendo neve virgem. Os snowboarders, então, nem se falam entre si. O esporte é tão segmentado entre os jovens que eles te expulsam da tribo assim que você faz 30 anos. Sinto muito, papai, você não faz bem para a imagem do esporte. Tente o golfe.
Os caiaquistas vêm se cutucando desde que os barcos de freestyle (feitos para se fazer manobras nas quedas e refluxos, sem necessariamente descer o rio) foram inventados. Eu estava descendo um rio uma vez com um amigo quando paramos num refluxo para "surfar". Ah, como os caras em caiaques de freestyle ficaram bravos! Eu podia ler seus pensamentos: "O que esses panacas estão fazendo nas nossas ondas? Vão embora, fazer uma expedição ou algo do tipo!" Fomos embora quando um palerma com uma prancha de bobyboard se jogou no rio. Talvez ele tenha tomado porrada.
Escaladores de rocha são ainda mais isolacionistas. Os fãs de boulder não falam com escaladores esportivos, que não falam com escaladores tradicionais. E os que fazem escalada livre e solo não falam com ninguém. "O quê? Você usa cordas? Ah, faça-me o favor."
o desse niilismo tem a ver com equipamentos. De um lado, você tem os futuristas obcecados por tecnologia que vêem cada inovação como oportunidade de enlouquecer: "Se eu tivesse mais alguns centímetros de curso neste garfo, conseguiria saltar sobre aquele bezerro". E há também os antitecnologia que se revoltam não só com o futuro, mas com o presente tecnológico: "Ciclistas em mountain bikes sem suspensão e sem marchas são elegantes em sua simplicidade". Os caras que estão encabeçando as inovações nos esportes ao ar livre estão fazendo um bom trabalho, mas suas atitudes auto-reverentes estão desestimulando os novos adeptos.
Tá mais que na hora de alguém dar uma bronca em quem limita seu esporte a detalhes e adereços. Então aqui vai: pare de polir seu piercing e se livre dessa pose. Não é que eu não goste da diversidade. Como um ciclista, sou fã de todas as interações do esporte: BMX, freeride, estrada - até mesmo aquelas bikes inclinadas tipo "easy rider" são bacanas.
Por que se isolar? Definições estreitas só nos prejudicam. Larga ou justa, rígida ou full, tatuagens ou barba - são só escolhas de moda. E as montanhas, trilhas, rios e oceanos onde brincamos não dão a mínima para a moda. Entre em contato com pessoas que não se parecem com você, mesmo que a roupa deles faça você se sentir ofendido num nível quase espiritual. Não estou em busca de abraços; um simples aceno de cabeça seria uma progresso. Eu começo: "Tudo bem, cara?"
Fonte: http://gooutside.terra.com.br/Edicoes/23/artigo45938-1.asp
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Como adoro quadros de cromo, aí vão as fotos de uma de minhas "damas"...
Está aí: Uma legítima Trek 850 com quadro em cromo molibidênio e pequenas modificações para deixá-la "pedalável" nas trilhas de hoje em dia. A bike é simplesmente uma delícia" de pedalar. Geometria de dar inveja a muitos quadros novos e maneabilidade incomparável.
Os aros Araya de excelente qualidade e resistência permanecem literalmente no lugar, rendendo ainda muitas alegrias e sarros de garotos mais novos que acham graça na entrada da trilha e depois, na hora de ir embora com seus aros "modernos" amassados sempre me perguntam onde se acha aros iguais aos meus para comprar. Coisas da modernidade...
O quadro, apesar de ser grande (21), possui um equilíbrio fora do comum entre rigidez e agilidade, não sendo nem tão "duro" e nem flexível demais. O pedivela, ainda original, Shimano de coroa grande também permanece dando alegrias e impressionando pela qualidade e resistência.
A qualidade das soldas também impressiona tanto estética como mecanicamente, parece uma obra de arte.

Embora várias fossem os modelos na época, vários deles usavam o mesmo quadro (claro que com tamanhos diferentes) alterando apenas o número do modelo conforme o nível dos componentes.

O bom gosto e a qualidade dos adesivos também são impecáveis. Discretos sem deixarem de chamar a atenção pelo charme, bonitos e resistentes como todo bom adesivo deve ser. A pintura não fica para trás, com um verniz de excelente qualidade e uma tonalidade de dar inveja a muitas "mocinhas" de hoje.
A Trek, como sabemos, até hoje faz ótimas bikes, mas essas senhoras de cromo deixaram muitas saudades... se deixaram...
Em breve vou apresentar a vocês outras jóias de cromo que possuo.
Abraços a todos.
Gil Morato
As bikes de cromo molibidênio ainda são uma ótima pedida
Vejam que barato essa entrevista da equipe do site http://www.pedal.com.br/ ao construtor de quadros artesanais Igor Miyamura.
Por que a indústria de bicicletas abandou o aço ?
O PEDAL convidou o mestre Igor Miyamura para esclarecer, ou melhor, responder essa pergunta que muitos querem saber a resposta.
Os ciclistas das antigas sabem muito bem do que se trata. Pois quem já teve uma bicicleta com o material de cromo molibidênio legítimo, sabe o que nós estamos falando. Isso sem falar dos cromos mais preciosos que encontramos no mercado atual.
Com vocês, a reposta de Igor Miaymura que virou um artigo!
"A resposta é simples, mas não é clara para a maioria. Os publicitários conseguiram fazer com que os consumidores enterrassem o aço de forma eficiente ao usar grandes hipérboles ao falar do alumínio, carbono entre outros.
Demorou bastante, mas conseguiram deixar os consumidores antigos sem opção e ao iludir os que chegavam naquele momento ao mundo das bicicletas.
:: Mas por quê isso?
Simples! O aço é o material mais antigo usado na construção de bicicletas. Um material com tanto tempo de uso chega ao seu limite de desenvolvimento, e consequentemente, ele não muda muito em pouco tempo, o que não dá justificativa para você trocar de bike ou quadro a cada temporada.
As evoluções no ciclismo existem, mas são lentas a ponto de não justificar uma troca anual de equipamento. Um quadro de carbono, por exemplo, tem sua vida útil limitada e muitos fabricantes colocam nos seus manuais, o tempo de vida desses quadros (e componentes também).
Somado a isso, existe o fato do aço ser mais caro de se manipular que o alumínio atualmente. Ferramentas de corte se gastam muitíssimo rápido que as de alumínio. E acreditem, essas ferramentas custam muito caro mesmo numa produção em massa. O aço também é mais denso que o alumínio e para deixá-lo leve é necessário máquinas e tecnologia que permitam o trabalho com margens de erro muito baixas.
Um tubo de aço para bicicletas pode chegar a ter 0.3 mm de parede contra os 0.9 dos alumínios mais finos e tops de linha. Hoje em dia é muito fácil fazer quadros de alumínio leves, visto a densidade do material. Em contrapartida, a durabilidade desses quadros é menor e sua rigidez por vezes indesejável para quadros rígidos (sem suspensão) – em contrapartida, é na minha opinião o melhor material disparado para quadros full e uma boa maioria dos componentes da bike.
Pessoas que pedalaram muito tempo com bikes de aço têm extrema dificuldade para se adaptar a quadros de outros materiais, visto o comportamento previsível do aço, somado ao conforto e maneabilidade na direção.
Não estou dizendo que os outros materiais não permitam a construção de excelentes quadros, mas acredito firmemente que não existe material como o aço para um quadro de bicicleta rígido, por mais incrível que pareça. A fibra de carbono pode ser trabalhada para ser rígida em alguns pontos e maleável em outros, mas mesmo assim essa "elasticidade" é plástica e não se compara com a do aço.
Um material que se assemelha um pouco ao aço é o titânio, mas quadros de titânios realmente bons custam uma pequena fortuna. Quadros de titânio "populares" têm o comportamento muito próximo a quadros de alumínio, o que não justifica o investimento que também é alto.
Lógico que tudo o que foi relatado acima é referente a quadros de boa qualidade construtiva, pois não importa a matéria prima utilizada se o projeto e a qualidade da mão de obra não forem boas, o quadro terá comportamento medíocre."
Igor Miyamura
Igor é "frame builder" com mais de 80 quadros produzidos especialmente sob medida para clientes exigentes.
Original em http://www.pedal.com.br/exibe_texto.asp?id=2297
Por que a indústria de bicicletas abandou o aço ?
O PEDAL convidou o mestre Igor Miyamura para esclarecer, ou melhor, responder essa pergunta que muitos querem saber a resposta.
Os ciclistas das antigas sabem muito bem do que se trata. Pois quem já teve uma bicicleta com o material de cromo molibidênio legítimo, sabe o que nós estamos falando. Isso sem falar dos cromos mais preciosos que encontramos no mercado atual.
Com vocês, a reposta de Igor Miaymura que virou um artigo!
"A resposta é simples, mas não é clara para a maioria. Os publicitários conseguiram fazer com que os consumidores enterrassem o aço de forma eficiente ao usar grandes hipérboles ao falar do alumínio, carbono entre outros.
Demorou bastante, mas conseguiram deixar os consumidores antigos sem opção e ao iludir os que chegavam naquele momento ao mundo das bicicletas.
:: Mas por quê isso?
Simples! O aço é o material mais antigo usado na construção de bicicletas. Um material com tanto tempo de uso chega ao seu limite de desenvolvimento, e consequentemente, ele não muda muito em pouco tempo, o que não dá justificativa para você trocar de bike ou quadro a cada temporada.
As evoluções no ciclismo existem, mas são lentas a ponto de não justificar uma troca anual de equipamento. Um quadro de carbono, por exemplo, tem sua vida útil limitada e muitos fabricantes colocam nos seus manuais, o tempo de vida desses quadros (e componentes também).
Somado a isso, existe o fato do aço ser mais caro de se manipular que o alumínio atualmente. Ferramentas de corte se gastam muitíssimo rápido que as de alumínio. E acreditem, essas ferramentas custam muito caro mesmo numa produção em massa. O aço também é mais denso que o alumínio e para deixá-lo leve é necessário máquinas e tecnologia que permitam o trabalho com margens de erro muito baixas.
Um tubo de aço para bicicletas pode chegar a ter 0.3 mm de parede contra os 0.9 dos alumínios mais finos e tops de linha. Hoje em dia é muito fácil fazer quadros de alumínio leves, visto a densidade do material. Em contrapartida, a durabilidade desses quadros é menor e sua rigidez por vezes indesejável para quadros rígidos (sem suspensão) – em contrapartida, é na minha opinião o melhor material disparado para quadros full e uma boa maioria dos componentes da bike.
Pessoas que pedalaram muito tempo com bikes de aço têm extrema dificuldade para se adaptar a quadros de outros materiais, visto o comportamento previsível do aço, somado ao conforto e maneabilidade na direção.
Não estou dizendo que os outros materiais não permitam a construção de excelentes quadros, mas acredito firmemente que não existe material como o aço para um quadro de bicicleta rígido, por mais incrível que pareça. A fibra de carbono pode ser trabalhada para ser rígida em alguns pontos e maleável em outros, mas mesmo assim essa "elasticidade" é plástica e não se compara com a do aço.
Um material que se assemelha um pouco ao aço é o titânio, mas quadros de titânios realmente bons custam uma pequena fortuna. Quadros de titânio "populares" têm o comportamento muito próximo a quadros de alumínio, o que não justifica o investimento que também é alto.
Lógico que tudo o que foi relatado acima é referente a quadros de boa qualidade construtiva, pois não importa a matéria prima utilizada se o projeto e a qualidade da mão de obra não forem boas, o quadro terá comportamento medíocre."
Igor Miyamura
Igor é "frame builder" com mais de 80 quadros produzidos especialmente sob medida para clientes exigentes.
Original em http://www.pedal.com.br/exibe_texto.asp?id=2297
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
As lesões do ciclismo
Saiba quais são as lesões mais comuns no ciclismo e como evitá-las
Para a sorte de todos os que amam os esportes com bicicleta a boa notícia é que o ciclismo (e toas suas variações como mountain bike, BMX, cicloturismo etc) é um dos esportes com menor índice de lesões. "O ciclismo chega a ser benéfico para as articulações do joelho, quando realizado de maneira correta", como ensina o Fisioterapeuta Wilson Germano, de Campinas (SP).
Entretanto, existem sim lesões que são típicas de praticantes de ciclismo, seja ele ciclismo indoor (Spining, RPM, Cycling Indoor e outros) ou o ciclismo de rua. Na grande maioria das vezes, as lesões ocorrem por estresse de treinamento (overtraining) em ciclistas de competição. Em ciclistas que pedalam por prazer, as lesões em geral aparecem em função do mau ajuste da bicicleta e/ou uso inadequado da bike.
"Em profissionais são comuns as tendinites de joelhos e no Tendão de Aquiles e também as dores na região lombar, no pescoço e dos músculos do trapézio (região lateral do pescoço, próximo aos ombros)", ensina Cássio Paiva, ciclista brasileiro que venceu a Volta de Portugal, em 1992.
"O ciclismo em bike estacionária é tido com a atividade de menor stress oferecido à articulação do joelho", garante Germano. Mas, ele também alerta que uma aula de ciclismo indoor mal dirigida e com o aluno pedalando uma bike mal ajustada para seu corpo, pode gerar casos de lesões gravíssimas, sobretudo no joelho do praticante.
Entre as principais causas de lesões em ciclistas, amadores ou profissionais, Germano aponta:
- Falta de conhecimento técnico da modalidade;- Falta de equipamento específico para a prática do esporte;- Falta de orientação de profisssionais capacitados e fundamentados para a prática do esporte.
Veja no quadro abaixo as principais lesões do ciclismo e a maneira de evitá-las:
TIPO DE LESÃO
O QUE É
COMO EVITAR
QUEDAS
A maior incidência de lesões no ciclismo é decorrente de quedas e acidentes com o ciclista.
Observar as regras de segurança no trânsito, respeitar as leis, transitar com atenção e conduzir a bike de maneira a evitar acidentes preventivamente.
TENDINITES NOS JOELHOS
Cerca de 56% do ciclo do pedal é feito pelo músculo Vasto Medial (a batatinha do joelho do ciclista). Uma pedalada com técnica errada ou pedalada com muita sobrecarga (subidas, pedaladas travadas) vai sobrecarregar esta musculatura e pode causar lesões.
Escolha o tamanho de quadro correto para seu tamanho. Observe as regulagens e ajustes para seu corpo. Pedale em uma cadência entre 80-90 rpm no plano e 60-65 em subidas.Não pedale em marchas muito pesadas para não sobrecarregar os joelhos.Alongue-se antes e depois dos exercícios
LOMBALGIAS
São as dores lombares, mais conhecidas como dores nas costas. Em geral é decorrente da posição mal ajustada do ciclista sobre a bike. O mais comum é a dor na região do músculo do quadrado lombar (fica entre a primeira vértebra lombar até a segunda vértebra sacal, conhecidas como L1 e S2).
A escolha do tamanho do quadro e as regulagens corretas são o caminho das pedras para evitar as lombalgias.Alongamentos, antes e depois do exercício, também são eficazes.Pedale por um período de tempo que não cause dores nas costas. Vá aumentando este tempo gradativamente. Cada um tem o seu limite.Massagem após treinos e provas dão bons resultadosFaça exercícios abdominais. Um abdomen tonificado é fundamental para a sustentação do corpo do ciclista sobre a bike.
ESTIRAMENTOS E CONTRATURAS
Ocorre principalmente na panturrilha (batata da perna) e nos quadríceps, em geral por, overuse (tradução literal do inglês: excesso de uso).
Alongue-se antes e depois dos exercícios.Procure praticar musculação para promover o fortalecimento dos grupos musculares envolvidos na pedalada. (Veja matéria Musculação para ciclistas)Evite pedaladas com muita força e também com alto giro (acima dos 120 rpm).Procure descansar depois de treinos muito árduos e de competições. O descanso deve fazer parte de seu treinamento (Veja matéria Overtraining).Aplique massagem após treinos e provas.
PARESTESIA PENIANA
Nada mais é que a dormência e falta de sensibilidade na região entre as pernas, que vai apoiada no selim da bike. Nas mulheres ocorre a parestesia dos grandes lábios. O nervo pudendo quando submetido a uma compressão por longo período de tempo, passa a ter menor sinal de impulso nervoso, o que leva a perda de sensibilidade temporária. Não há relatos de perda de potência devido ao ciclismo.
Cada um deve conhecer o limite de tempo que pode ficar sentado sobre a bike. Profissionais treinam até 9 horas por dia numa boa. Para iniciantes, apenas 20 minutos pode gerar incômodos.Use bermuda de ciclismo com o forro feito de uma espuma de alta densidade, mesmo em aulas de ciclismo indoor.Há no mercado algumas novas opções de selim. Procure adquirir um modelo vazado no centro que ajuda a aliviar a pressão na região do períneo.
FACITES PLANTARES
É a sensação de queimação na planta do pé do ciclista. Ocorre devido ao atrito do pé com a parte interna da sapatilha/tênis.
Procure usar sapatilhas próprias para ciclismo.Evite usar calçados com sola muito mole.Na pedalada, faça força sempre perpendicularmente ao eixo do pedal
URETRITE INESPECÍFICA
É o ardor na hora de urinar
Pedale apenas a quantidade de tempo que você suporta.Use uma boa bermuda de ciclismoUm selim vazado no centro vai ajudar bastante
MICROHEMATÚRIA
É a aparição de pequenos flocos de sangue na urina
Pedale apenas a quantidade de tempo que você suporta.Use uma boa bermuda de ciclismo.Um selim vazado no centro vai ajudar bastante.
Tratamento
Existem diversas maneiras de se tratar lesões, muitas delas nem mesmo utilizam medicamentos. A fisioterapia se encarrega de cuidar e recuperar a maioria das lesões. Às vezes, o simples afastamento do ciclista da atividade esportiva por um período de tempo, já é o suficiente para que a lesão desapareça.
O mais importante é estar atento ao sinais que nosso corpo nos envia. Ao menor sinal de dor muscular o atleta deve procurar a ajuda de um fisioterapeuta competente que saberá indicar o melhor tratamento. A visita a um médico ortopedista poderá ser necessária, mas na maioria dos casos, a fisioterapia já é o bastante.
Ciclismo indoor
O ciclismo indoor, praticado em bikes estacionárias, foi criado pelo sul-africano Johny G, ultra-ciclista que disputava provas do tipo Race Across America, que chega a ter mais de 5 mil quilômetros e oito dias de duração.
Em 1997, Johny G. criou o programa "Spining" de treinamento e patenteou o modelo de bike indoor juntamente com a marca norte-americana Schwinn, hoje líder nesse segmento.
Mais tarde, vieram outros programas de ciclismo indoor que utilizam as bicicletas criadas por Johny G. e receberam nomes variados como RPM, Precision Cycling, Cycling Reebok, Kaiser Powerpace e outros tantos. .
No Brasil, o fisioterapeuta Wilson Germano (foto) é o pioneiro na modalidade. Durante um bom tempo ele foi "Presenter" do programa Spining e ministrou cursos pelo Brasil afora. Em 1995 ele trouxe o programa Spinning ao Brasil. Em 2001, Germano desenvolveu um trabalho em conjunto com o ex-técnico da Seleção Brasileira de Ciclismo Antonio Carlos Silvestre, que ficou conhecido como "Cycling Indoor".
Este programa leva em conta, prioritariamente, a segurança do aluno e a grande preocupação é evitar lesões. "Não adianta treinar o aluno se ele não tiver dominio e segurança daquilo que sera usado na sala de aula", explica Germano.
Hoje, o Brasil é o terceiro maior praticante de ciclismo indoor do mundo, só perdendo para os Estados Unidos e a Itália, respectivamente. O programa criado por Germano é usado em mais de 100 academias, só na cidade de Brasília. E também é adotado como programa por outras centenas de academias do Rio, Nordeste, São Paulo e outros Estados.
Para a sorte de todos os que amam os esportes com bicicleta a boa notícia é que o ciclismo (e toas suas variações como mountain bike, BMX, cicloturismo etc) é um dos esportes com menor índice de lesões. "O ciclismo chega a ser benéfico para as articulações do joelho, quando realizado de maneira correta", como ensina o Fisioterapeuta Wilson Germano, de Campinas (SP).
Entretanto, existem sim lesões que são típicas de praticantes de ciclismo, seja ele ciclismo indoor (Spining, RPM, Cycling Indoor e outros) ou o ciclismo de rua. Na grande maioria das vezes, as lesões ocorrem por estresse de treinamento (overtraining) em ciclistas de competição. Em ciclistas que pedalam por prazer, as lesões em geral aparecem em função do mau ajuste da bicicleta e/ou uso inadequado da bike.
"Em profissionais são comuns as tendinites de joelhos e no Tendão de Aquiles e também as dores na região lombar, no pescoço e dos músculos do trapézio (região lateral do pescoço, próximo aos ombros)", ensina Cássio Paiva, ciclista brasileiro que venceu a Volta de Portugal, em 1992.
"O ciclismo em bike estacionária é tido com a atividade de menor stress oferecido à articulação do joelho", garante Germano. Mas, ele também alerta que uma aula de ciclismo indoor mal dirigida e com o aluno pedalando uma bike mal ajustada para seu corpo, pode gerar casos de lesões gravíssimas, sobretudo no joelho do praticante.
Entre as principais causas de lesões em ciclistas, amadores ou profissionais, Germano aponta:
- Falta de conhecimento técnico da modalidade;- Falta de equipamento específico para a prática do esporte;- Falta de orientação de profisssionais capacitados e fundamentados para a prática do esporte.
Veja no quadro abaixo as principais lesões do ciclismo e a maneira de evitá-las:
TIPO DE LESÃO
O QUE É
COMO EVITAR
QUEDAS
A maior incidência de lesões no ciclismo é decorrente de quedas e acidentes com o ciclista.
Observar as regras de segurança no trânsito, respeitar as leis, transitar com atenção e conduzir a bike de maneira a evitar acidentes preventivamente.
TENDINITES NOS JOELHOS
Cerca de 56% do ciclo do pedal é feito pelo músculo Vasto Medial (a batatinha do joelho do ciclista). Uma pedalada com técnica errada ou pedalada com muita sobrecarga (subidas, pedaladas travadas) vai sobrecarregar esta musculatura e pode causar lesões.
Escolha o tamanho de quadro correto para seu tamanho. Observe as regulagens e ajustes para seu corpo. Pedale em uma cadência entre 80-90 rpm no plano e 60-65 em subidas.Não pedale em marchas muito pesadas para não sobrecarregar os joelhos.Alongue-se antes e depois dos exercícios
LOMBALGIAS
São as dores lombares, mais conhecidas como dores nas costas. Em geral é decorrente da posição mal ajustada do ciclista sobre a bike. O mais comum é a dor na região do músculo do quadrado lombar (fica entre a primeira vértebra lombar até a segunda vértebra sacal, conhecidas como L1 e S2).
A escolha do tamanho do quadro e as regulagens corretas são o caminho das pedras para evitar as lombalgias.Alongamentos, antes e depois do exercício, também são eficazes.Pedale por um período de tempo que não cause dores nas costas. Vá aumentando este tempo gradativamente. Cada um tem o seu limite.Massagem após treinos e provas dão bons resultadosFaça exercícios abdominais. Um abdomen tonificado é fundamental para a sustentação do corpo do ciclista sobre a bike.
ESTIRAMENTOS E CONTRATURAS
Ocorre principalmente na panturrilha (batata da perna) e nos quadríceps, em geral por, overuse (tradução literal do inglês: excesso de uso).
Alongue-se antes e depois dos exercícios.Procure praticar musculação para promover o fortalecimento dos grupos musculares envolvidos na pedalada. (Veja matéria Musculação para ciclistas)Evite pedaladas com muita força e também com alto giro (acima dos 120 rpm).Procure descansar depois de treinos muito árduos e de competições. O descanso deve fazer parte de seu treinamento (Veja matéria Overtraining).Aplique massagem após treinos e provas.
PARESTESIA PENIANA
Nada mais é que a dormência e falta de sensibilidade na região entre as pernas, que vai apoiada no selim da bike. Nas mulheres ocorre a parestesia dos grandes lábios. O nervo pudendo quando submetido a uma compressão por longo período de tempo, passa a ter menor sinal de impulso nervoso, o que leva a perda de sensibilidade temporária. Não há relatos de perda de potência devido ao ciclismo.
Cada um deve conhecer o limite de tempo que pode ficar sentado sobre a bike. Profissionais treinam até 9 horas por dia numa boa. Para iniciantes, apenas 20 minutos pode gerar incômodos.Use bermuda de ciclismo com o forro feito de uma espuma de alta densidade, mesmo em aulas de ciclismo indoor.Há no mercado algumas novas opções de selim. Procure adquirir um modelo vazado no centro que ajuda a aliviar a pressão na região do períneo.
FACITES PLANTARES
É a sensação de queimação na planta do pé do ciclista. Ocorre devido ao atrito do pé com a parte interna da sapatilha/tênis.
Procure usar sapatilhas próprias para ciclismo.Evite usar calçados com sola muito mole.Na pedalada, faça força sempre perpendicularmente ao eixo do pedal
URETRITE INESPECÍFICA
É o ardor na hora de urinar
Pedale apenas a quantidade de tempo que você suporta.Use uma boa bermuda de ciclismoUm selim vazado no centro vai ajudar bastante
MICROHEMATÚRIA
É a aparição de pequenos flocos de sangue na urina
Pedale apenas a quantidade de tempo que você suporta.Use uma boa bermuda de ciclismo.Um selim vazado no centro vai ajudar bastante.
Tratamento
Existem diversas maneiras de se tratar lesões, muitas delas nem mesmo utilizam medicamentos. A fisioterapia se encarrega de cuidar e recuperar a maioria das lesões. Às vezes, o simples afastamento do ciclista da atividade esportiva por um período de tempo, já é o suficiente para que a lesão desapareça.
O mais importante é estar atento ao sinais que nosso corpo nos envia. Ao menor sinal de dor muscular o atleta deve procurar a ajuda de um fisioterapeuta competente que saberá indicar o melhor tratamento. A visita a um médico ortopedista poderá ser necessária, mas na maioria dos casos, a fisioterapia já é o bastante.
Ciclismo indoor
O ciclismo indoor, praticado em bikes estacionárias, foi criado pelo sul-africano Johny G, ultra-ciclista que disputava provas do tipo Race Across America, que chega a ter mais de 5 mil quilômetros e oito dias de duração.
Em 1997, Johny G. criou o programa "Spining" de treinamento e patenteou o modelo de bike indoor juntamente com a marca norte-americana Schwinn, hoje líder nesse segmento.
Mais tarde, vieram outros programas de ciclismo indoor que utilizam as bicicletas criadas por Johny G. e receberam nomes variados como RPM, Precision Cycling, Cycling Reebok, Kaiser Powerpace e outros tantos. .
No Brasil, o fisioterapeuta Wilson Germano (foto) é o pioneiro na modalidade. Durante um bom tempo ele foi "Presenter" do programa Spining e ministrou cursos pelo Brasil afora. Em 1995 ele trouxe o programa Spinning ao Brasil. Em 2001, Germano desenvolveu um trabalho em conjunto com o ex-técnico da Seleção Brasileira de Ciclismo Antonio Carlos Silvestre, que ficou conhecido como "Cycling Indoor".
Este programa leva em conta, prioritariamente, a segurança do aluno e a grande preocupação é evitar lesões. "Não adianta treinar o aluno se ele não tiver dominio e segurança daquilo que sera usado na sala de aula", explica Germano.
Hoje, o Brasil é o terceiro maior praticante de ciclismo indoor do mundo, só perdendo para os Estados Unidos e a Itália, respectivamente. O programa criado por Germano é usado em mais de 100 academias, só na cidade de Brasília. E também é adotado como programa por outras centenas de academias do Rio, Nordeste, São Paulo e outros Estados.
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