quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

As lesões do ciclismo

Saiba quais são as lesões mais comuns no ciclismo e como evitá-las

Para a sorte de todos os que amam os esportes com bicicleta a boa notícia é que o ciclismo (e toas suas variações como mountain bike, BMX, cicloturismo etc) é um dos esportes com menor índice de lesões. "O ciclismo chega a ser benéfico para as articulações do joelho, quando realizado de maneira correta", como ensina o Fisioterapeuta Wilson Germano, de Campinas (SP).

Entretanto, existem sim lesões que são típicas de praticantes de ciclismo, seja ele ciclismo indoor (Spining, RPM, Cycling Indoor e outros) ou o ciclismo de rua. Na grande maioria das vezes, as lesões ocorrem por estresse de treinamento (overtraining) em ciclistas de competição. Em ciclistas que pedalam por prazer, as lesões em geral aparecem em função do mau ajuste da bicicleta e/ou uso inadequado da bike.

"Em profissionais são comuns as tendinites de joelhos e no Tendão de Aquiles e também as dores na região lombar, no pescoço e dos músculos do trapézio (região lateral do pescoço, próximo aos ombros)", ensina Cássio Paiva, ciclista brasileiro que venceu a Volta de Portugal, em 1992.
"O ciclismo em bike estacionária é tido com a atividade de menor stress oferecido à articulação do joelho", garante Germano. Mas, ele também alerta que uma aula de ciclismo indoor mal dirigida e com o aluno pedalando uma bike mal ajustada para seu corpo, pode gerar casos de lesões gravíssimas, sobretudo no joelho do praticante.

Entre as principais causas de lesões em ciclistas, amadores ou profissionais, Germano aponta:
- Falta de conhecimento técnico da modalidade;- Falta de equipamento específico para a prática do esporte;- Falta de orientação de profisssionais capacitados e fundamentados para a prática do esporte.
Veja no quadro abaixo as principais lesões do ciclismo e a maneira de evitá-las:

TIPO DE LESÃO
O QUE É
COMO EVITAR

QUEDAS
A maior incidência de lesões no ciclismo é decorrente de quedas e acidentes com o ciclista.
Observar as regras de segurança no trânsito, respeitar as leis, transitar com atenção e conduzir a bike de maneira a evitar acidentes preventivamente.

TENDINITES NOS JOELHOS
Cerca de 56% do ciclo do pedal é feito pelo músculo Vasto Medial (a batatinha do joelho do ciclista). Uma pedalada com técnica errada ou pedalada com muita sobrecarga (subidas, pedaladas travadas) vai sobrecarregar esta musculatura e pode causar lesões.
Escolha o tamanho de quadro correto para seu tamanho. Observe as regulagens e ajustes para seu corpo. Pedale em uma cadência entre 80-90 rpm no plano e 60-65 em subidas.Não pedale em marchas muito pesadas para não sobrecarregar os joelhos.Alongue-se antes e depois dos exercícios

LOMBALGIAS
São as dores lombares, mais conhecidas como dores nas costas. Em geral é decorrente da posição mal ajustada do ciclista sobre a bike. O mais comum é a dor na região do músculo do quadrado lombar (fica entre a primeira vértebra lombar até a segunda vértebra sacal, conhecidas como L1 e S2).

A escolha do tamanho do quadro e as regulagens corretas são o caminho das pedras para evitar as lombalgias.Alongamentos, antes e depois do exercício, também são eficazes.Pedale por um período de tempo que não cause dores nas costas. Vá aumentando este tempo gradativamente. Cada um tem o seu limite.Massagem após treinos e provas dão bons resultadosFaça exercícios abdominais. Um abdomen tonificado é fundamental para a sustentação do corpo do ciclista sobre a bike.

ESTIRAMENTOS E CONTRATURAS
Ocorre principalmente na panturrilha (batata da perna) e nos quadríceps, em geral por, overuse (tradução literal do inglês: excesso de uso).
Alongue-se antes e depois dos exercícios.Procure praticar musculação para promover o fortalecimento dos grupos musculares envolvidos na pedalada. (Veja matéria Musculação para ciclistas)Evite pedaladas com muita força e também com alto giro (acima dos 120 rpm).Procure descansar depois de treinos muito árduos e de competições. O descanso deve fazer parte de seu treinamento (Veja matéria Overtraining).Aplique massagem após treinos e provas.

PARESTESIA PENIANA
Nada mais é que a dormência e falta de sensibilidade na região entre as pernas, que vai apoiada no selim da bike. Nas mulheres ocorre a parestesia dos grandes lábios. O nervo pudendo quando submetido a uma compressão por longo período de tempo, passa a ter menor sinal de impulso nervoso, o que leva a perda de sensibilidade temporária. Não há relatos de perda de potência devido ao ciclismo.
Cada um deve conhecer o limite de tempo que pode ficar sentado sobre a bike. Profissionais treinam até 9 horas por dia numa boa. Para iniciantes, apenas 20 minutos pode gerar incômodos.Use bermuda de ciclismo com o forro feito de uma espuma de alta densidade, mesmo em aulas de ciclismo indoor.Há no mercado algumas novas opções de selim. Procure adquirir um modelo vazado no centro que ajuda a aliviar a pressão na região do períneo.

FACITES PLANTARES
É a sensação de queimação na planta do pé do ciclista. Ocorre devido ao atrito do pé com a parte interna da sapatilha/tênis.
Procure usar sapatilhas próprias para ciclismo.Evite usar calçados com sola muito mole.Na pedalada, faça força sempre perpendicularmente ao eixo do pedal

URETRITE INESPECÍFICA
É o ardor na hora de urinar
Pedale apenas a quantidade de tempo que você suporta.Use uma boa bermuda de ciclismoUm selim vazado no centro vai ajudar bastante

MICROHEMATÚRIA
É a aparição de pequenos flocos de sangue na urina
Pedale apenas a quantidade de tempo que você suporta.Use uma boa bermuda de ciclismo.Um selim vazado no centro vai ajudar bastante.
Tratamento
Existem diversas maneiras de se tratar lesões, muitas delas nem mesmo utilizam medicamentos. A fisioterapia se encarrega de cuidar e recuperar a maioria das lesões. Às vezes, o simples afastamento do ciclista da atividade esportiva por um período de tempo, já é o suficiente para que a lesão desapareça.
O mais importante é estar atento ao sinais que nosso corpo nos envia. Ao menor sinal de dor muscular o atleta deve procurar a ajuda de um fisioterapeuta competente que saberá indicar o melhor tratamento. A visita a um médico ortopedista poderá ser necessária, mas na maioria dos casos, a fisioterapia já é o bastante.

Ciclismo indoor

O ciclismo indoor, praticado em bikes estacionárias, foi criado pelo sul-africano Johny G, ultra-ciclista que disputava provas do tipo Race Across America, que chega a ter mais de 5 mil quilômetros e oito dias de duração.
Em 1997, Johny G. criou o programa "Spining" de treinamento e patenteou o modelo de bike indoor juntamente com a marca norte-americana Schwinn, hoje líder nesse segmento.
Mais tarde, vieram outros programas de ciclismo indoor que utilizam as bicicletas criadas por Johny G. e receberam nomes variados como RPM, Precision Cycling, Cycling Reebok, Kaiser Powerpace e outros tantos. .
No Brasil, o fisioterapeuta Wilson Germano (foto) é o pioneiro na modalidade. Durante um bom tempo ele foi "Presenter" do programa Spining e ministrou cursos pelo Brasil afora. Em 1995 ele trouxe o programa Spinning ao Brasil. Em 2001, Germano desenvolveu um trabalho em conjunto com o ex-técnico da Seleção Brasileira de Ciclismo Antonio Carlos Silvestre, que ficou conhecido como "Cycling Indoor".
Este programa leva em conta, prioritariamente, a segurança do aluno e a grande preocupação é evitar lesões. "Não adianta treinar o aluno se ele não tiver dominio e segurança daquilo que sera usado na sala de aula", explica Germano.
Hoje, o Brasil é o terceiro maior praticante de ciclismo indoor do mundo, só perdendo para os Estados Unidos e a Itália, respectivamente. O programa criado por Germano é usado em mais de 100 academias, só na cidade de Brasília. E também é adotado como programa por outras centenas de academias do Rio, Nordeste, São Paulo e outros Estados.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A filosofia biker

Por que você pedala?

Texto de Rafael Baena Neto

Por que você pedala? Porque é gostoso? Porque emagrece? Então fique sabendo que pedalar pode trazer a você um benefício bem maior do que endorfinas a mais e gordurinhas a menos.
Pedalar pode transformar você num cara mais legal.

Ou como diriam os budistas, num cara iluminado, um ser humano mais desenvolvido e tal.
A bike vai te conduzir a um estado de consciência superior, brother. Não estamos falando de religião.

É outra coisa.

E não me chame de guru, porque quem vai fazer isso é a bike e não eu. Os resultados começarão a aparecer logo depois da primeira pedalada mas leva bem uns dez anos para a grande transformação. Você vai se tornar um cara admirado e o melhor: não vai dar a mínima para isso.
Legal, não?

Então vamos lá, pequeno gafanhoto, colha estas linhas de conhecimento plantadas pelos bikers que o precedem e conduza sua própria evolução nesta senda. Sorria. Quando quebrar a bike do seu amigo no meio da trilha, sorria. Quando encontrar seus companheiros de pedal, sorria. E sorria naquele subidão com sol escaldante. Aquela cara de atleta macho de comercial de Gatorade não vai tornar as coisas mais fáceis e, hoje em dia, não engana mais ninguém.
Seja auto-suficiente. Leve toda água de que vai precisar, todas as Barras energéticas, as ferramentas, bomba de encher pneu e câmaras de ar sobressalentes. Não tem nada mais chato do que um escroque que não leva nada para não ter que carregar peso e melhorar sua performance.

Seja generoso. Ofereça com humildade suas frutas cristalizadas, água e se disponha a ajudar seus companheiros em dificuldade. Lembre-se que o escroque é ele (se for o caso) e não você.

Aprenda a fazer a manutenção da sua própria bicicleta. E faça. Pelo menos o básico: limpeza e lubrificação, regulagem de câmbio e freio, mesmo que gaste dias para isso.

Respeite o trabalho do mecânico. Não queira saber mais que ele. E se souber, fique quieto.
Mantenha sua bike sempre em boas condições, mesmo que ela seja antiga.Uma vez fui pedalar com um cara que tinha a lateral dos pneus toda desfiada, a câmara saia em vários pontos do pneu, formava uma bolha e estourava. Não havia manchão que desse conta.

Nunca pergunte quanto seu amigo pagou na bicicleta nova. Pode ser uma ofensa grave.

Seja honesto quando for vender sua bike e peças. Prefira produtos de empresas que patrocinam ciclistas.

Durante as pedaladas, drops e saltos, elogie o desempenho dos outros camaradas, mesmo os menos experientes.

Cumprimente os desconhecidos que passarem por você.Ciclistas ou não e principalmente aquele tiozinho numa carroça ou a cavalo que mora ali no meio do mato. Você é quem é o estranho e quem está na casa dos outros!

Jamais diga para sua esposa ou namorada que o mountain biking é mais ou menos importante que ela. Diga apenas que são coisas absolutamente diferentes e por isso não se comparam. Se você realmente achar que a bike é mais importante que sua mulher, provavelmente você está com a mulher errada ou tem problemas de auto-afirmação.

Pedale em direção ao pôr do sol pelo menos uma vez na sua vida.

Pedale na chuva, na lama, no frio, à noite, sob sol escaldante, de madrugada. Explore todas as sensações. E sinta a alegria de poder estar ali. Aliás, agradeça papai do céu por você ter a saúde necessária pra poder pedalar.Lembre-se: sem saúde, tudo fica mais difícil.

Faça sua viagem de peregrinação (de bike, lógico).

Tome cuidado para não passar mais tempo lendo revista de bicicleta do que pedalando.
Feche as porteiras e leve seu lixo sempre. Nada mais incoerente do que olhar aquela linda paisagem no fim de uma subida e nos barrancos ao lado olhar pra garrafas pet , embalagens de barra de cereal e latas de gatorade.

Ensine uma criança a andar de bicicleta. Ela nunca mais vai esquecer você.(filho seu não conta).
Invente uma boa desculpa e mate uma manhã no trabalho para ir pedalar. Você não acredita como isso vai fazer se sentir vivo.

Se você tem mais de dez anos de pedal, faça uma tatuagem com tema de bicicleta. Se tem menos tempo, não ouse. Você pode resolver mudar de esporte e não ter nada para dizer.

Não se compare. Sempre vai haver um cara melhor e um pior que você.
Nunca reclame.

Só fale sobre mountain biking entre mountain bikers.Para as outras pessoas limite-se a responder só o queperguntarem. Nunca toque no assunto, seu chato!

Rafael Baena Neto
Esse é um artigo muito legal que achei na rede.Espero que curtam e reflitam.

Abraços.

BIKE
Por que as bicicletas e equipamentos profissionais no Brasil são tão caros?


Texto de Eder Giovani Savio

Ciclistas não são Palhaços


PARTE I

Tecnologia cara e falta de referências reais.


Toda vez que falo que um amortecedor de bike não pode custar R$ 5.000,00 porque o de uma moto dual purpese comum, no Brasil, custa menos de R$ 1000,00, o pessoal responde indignado dizendo que estou comparando um amortecedor de bike top line com um amortecedor de moto comum. Pois bem, o da moto, mesmo sendo comum, é muito mais forte, tem empregado em si muito mais material e funciona muito melhor. O que importa se a moto é top ou base line? É claro que sei que o material empregado nas peças de bikes são mais nobres devido à necessidade de leveza. Mesmo assim, não esqueçamos da afirmação inicial: A diferença de preço é assustadora.

Alego, também, que é um absurdo um pneu de bike custar R$ 300,00, equanto um pneu de carro 1.0 custa R$ 90,00. Aí me respondem que um pneu especial de Jipe custa R$ 350,00 e é mais caro porque tem tecnologia empregada, assim como o de bike. Desculpem-me, mas continua intacto o raciocínio acima. Esse pneu de R$ 350,00 tem material para fazer pelo menos 20 pneus de bike, e o frete dele é bem mais caro, porque pesa mais também. Então, produto de tecnologia por outro, o de Jipe deveria custar R$ 7000,00, seguindo o padrão de preço das bikes.
Dizem-me que um câmbio XTR é algo quase perfeito e muito leve, o que justificaria o altíssimo preço. Com o devido respeito, peguem um câmbio desses na mão e verifiquem onde estão os R$ 500,00 que pedem por ele! Ora, um câmbio alemão Sachs/Sram com sete marchas internas, que podem ser trocadas com a bicicleta parada, da primeira para a sétima, por exemplo, custa DM 160,00 (cento e sessenta marcos), menos de R$ 150,00! Esse câmbio tem durabilidade muito grande e custa muito menos que um XTR. Ah! Então por que o pessoal não usa? Não usa aqui! Na Europa todo mundo está usando para Down Hill o Dual Drive Sachs, com sete catracas e três marchas dentro do cubo.

Motocicletas importadas para competição de Moto Cross chegam ao Brasil pelo dobro do preço de uma bike de down hill. Só que a motocicleta tem motor e peças extremamente reforçadas para agüentar a força de dezenas de Horse Power e não apenas das pernas de um ciclista. Têm sistema elétrico e tudo mais. Se seguissem a lógica dos preços da bike deveriam custar o preço de uma Ferrari.

Bom, mas o pessoal não desiste, dizem-me que o consumo de peças de bike desse nível é muito baixo, portanto o custo é caro. Ora, aqui na minha cidade conheço várias dezenas de pessoas com bikes com peças nobres da Shimano, por exemplo, e não sei nem de cinco com motos RY 125 da Yamaha, por exemplo. Não serve como desculpa, a produção mundial para peças de mountain bike é enorme e a mesma fábrica que produz peças caras também produz as populares vendidas em massa pelo mundo todo, basta entrar em um super-mercardo e ver quantas bicicletas a venda estão equipadas com câmbios Shimano.

Ciclistas Conscientes e Ciclistas Iludidos

Por que muitos ciclistas defendem um sistema que vilipendia a si mesmos? Por que defendem aqueles que tiram seu dinheiro para dar-lhes em troca uma tecnologia de falácia, de baixa resistência, que tem que ser reposta a cada dois ou três anos de uso regular? Essa questão me intrigou um bocado, mas depois, comecei a observar atentamente o pessoal do mundo bike e procurei em mim mesmo vestígios dos momentos em que senti orgulho dos componentes da minha bike e encontrei algo interessante.

Respondendo: Por que ciclistas defendem os altos preços?

Existem pelo menos quatro motivos, mas um sobressai flagrantemente e provocará reações adversas contra minha pessoa só pelo fato de afirmar isso:

1) Bicicleta, na sociedade atual, é meio de transporte de pobre, denota falta de condições financeiras, então o sujeito de classe média que gosta de bicicletas boas tem medo de ser confundido com o estrato social mais baixo e sente orgulho em afirmar "só esta corrente custa oitenta reais", "só esta pecinha custa duzentos reais". Sentem-se diferenciados das pessoas que usam bicicletas por necessidade e isso, para a classe média de comportamento distorcido pela mídia consumista, sempre preocupada em ostentar mais do que pode, é um canto de sereia irresistível. Observe-se que em países como a Alemanha, onde as diferenças sociais são tênues, peças de altíssimo nível tecnológico e extremamente resistentes, como um torpedo Sachs/Sram de 7 marchas internas ou um jogo de freios a disco hidráulicos Magura 2001 custam apenas DM 160,00 (cento e sessenta marcos), menos de R$ 145,00, o que é uma quantia irrisória para o padrão do operariado alemão. Isso evidencia a tese, pois ausente esse fator psicológico de consumo, ausente pessoas dispostas a pagar preços superestimados, presente o preço mais justo praticado pelo sistema.

2) Pessoas ávidas por qualidade iludem-se pensando que a conseguiram por ter pago um preço alto. Mas estes logo se revoltam ao deparar com a realidade, qual seja, a alta qualidade quebra logo, desgasta, apresenta folgas, etc. "Ah, mas você está usando a bike com muito rigor!". Bom se é para usar moderadamente para ela durar bastante, prefiro as bicicletas inglesas de cinqüenta ou sessenta anos de idade que os velhinhos de Nova Veneza/SC têm. Dentro desse grupo estão aqueles conscientes dos altos preços, mas que não vislumbram saída, pois não abrem mão da performance proporcionada.

3) Pessoas que fazem parte do sistema do mundo das bikes e querem que circule cada vez mais dinheiro, pois isso, honestamente, os beneficia, como competidores, lojistas, mecânicos, e pessoas que trabalham no comércio e na indústria. Um exemplo claro desse comportamento foi o do mundo futebolístico brasileiro em 1998. Qualquer pessoa isenta tinha certeza de que a França comprara a Copa do Mundo, mas os integrantes do mundo futebolístico negavam isso a todo custo, pois isso destruiria a ilusão popular e lhes tolheria os empregos.

4) Pessoas preocupadas em superar os colegas ou rivais, demonstrando equipamento superior, o que é medido pelo preço. Essas pessoas entram em intercessão forte com o item "1" acima, em intercessão média com o item "2" e intercessão fraca com o item "3".
Observe-se que as pessoas do item "3", que são as que tomam as decisões no mundo bike, beneficiam-se do comportamento das pessoas dos itens "1", "2" e "4".

Quem pode mudar essa realidade?

Apenas uma mudança radical de comportamento poderia modificar a situação, provocando aumento de durabilidade e baixa de preços, devido a exigência do mercado, que é composto por nós.

Talvez essa mudança não se compartimente apenas ao ciclismo, mas careça de uma revolução filosófica que tenha como substância a correta hierarquização de valores. Nossa sociedade deve acordar do sono em que se encontra, amortizada da realidade pelos fugazes prazeres do consumo sem objetivos claros e realistas. Vale a pena trocar seu automóvel semi-novo por um zero, se o seu não dá qualquer problema? Devemos continuar alimentando com bio-energia esse monstro que nos aprisiona? (Vide cinema - Matrix).

Vislumbro uma sociedade livre em que se valorize mais a estabilidade social que o lucro desenfreado. Isso não é uma utopia, pois já está ocorrendo nos países nórdicos.Você acredita nesse objetivo?

Os indivíduos sensatos, adaptam-se ao mundo que os cerca; os inconformados, passam a vida toda tentando adaptar o mundo à sua maneira de pensar. Entretanto, toda nossa evolução e progresso ocorreu graças a inconformados ... (George Bernard Shaw)

Converse com seus amigos ciclistas, plante essa semente em seus corações! Só comprem bicicletas novas, peças e acessórios se realmente for necessário. Gaste seu dinheiro passeando e curtindo a bike-vida! Logo vão nos oferecer algo melhor que peças que duram um ano.

Eder Giovani Savio - bike@eder.com.br

Nasce o Bikes na Rede...

Aqui nasce o Bikes na Rede, um blog que tem como principal objetivo a troca de informações entre os amantes do mundo ciclístico. Sejam eles MTB's, ciclistas de estrada, cicloturistas dentre outros. Aqui caberão comentários sobre peças, bikes, provas, cicloviagens, treinamento enfim, tudo de interesse do mundo ciclístico.

Sejam bem vindos e aguardem em breve o primeiro artigo.

Abraços.